Cansei de querer viver de arte.

Quero um emprego reacionário que sustente minha vida libertária.



Em seus seis anos de exibição, Lost revolucionou a televisão em diversos níveis, tanto nos aspectos narrativos que explorou, quanto nos novos paradigmas de audiência que se estabeleceram no culto à série, e até mesmo em novas fórmulas de produção. É inegável inclusive a influência da série além do mundo da TV, transformando áreas como o marketing e a comunicação ao solidificar (senão criar) técnicas de guerrilha como o marketing viral e o ARG.

Mas sem dúvida, o que mais surpreendeu o grande público foi a capacidade da série em se recriar a cada temporada. Pensando bem, a cada ano, Lost nos apresentou uma série nova: mistério, fantasia, ficção científica, conspiração, drama… E a cada abordagem da saga dos protagonistas perdidos, uma nova técnica narrativa era apresentada. Flashback, flashforward e agora o polêmico e divisor de opiniões flashsideway.

Acredito que a maior razão da rejeição de muitos em relação a essa nova forma de narrar a história é que pela primeira vez não ficou claro o que isso significa. Se antes os flashbacks eram uma forma de desenvolver os personagens e as relações entre eles e os flashforwards uma forma de criar expectativa e tensão pelo que estaria por vir, os flashsideways pareciam não ter nenhum conteúdo senão mostrar como seria a vida deles se uma determinada bomba de hidrogênio tivesse explodido em uma ilha desconhecida do pacífico 30 anos atrás.

Mas é claro que não poderia ser só isso. Uma série tão bem elaborada em quase todo o seu percurso não poderia se render em sua temporada definitiva a um recurso que não significasse nada a não ser mostrar uma outra realidade sem a menor relação com o eixo principal da história.

Como todo mundo, acabei involuntariamente cedendo boa parte do meu tempo pensando em como amarrar isso, e acho que encontrei a solução.

Claro que isso envolve bastante futurologia em imaginar o que está apenas em algumas poucas cabeças, e justamente por isso existe uma altíssima probabilidade de estar redondamente enganado e perdendo o meu tempo explicando e o de vocês lendo.

Mas vamos lá, a minha hipótese é a seguinte: em 1977 Juliet de fato explodiu a bomba de hidrogênio, matando a todos ao redor e inviabilizando a continuidade da Iniciativa Dharma. A partir deste ponto (e somente a partir dele mesmo, antes dele tudo permanece igual) a vida de todos é alterada por diversos motivos que não são importantes agora, mas que vão desde a ausência de Jacob quanto a meramente um Efeito Borboleta, onde certamente TODO o mundo foi afetado por esta alteração no rumo da história.

Neste quadro, a realidade dita “principal” (que daqui por diante chamarei de Primária, por achar que é um termo mais adequado) simplesmente não existe. Nunca existiu. A partir do momento em que a bomba explode, tudo o que vimos na série até então não apenas desapareceu como nunca aconteceu de fato. O plano de Faraday deu certo, a escotilha nunca foi construída, o avião nunca caiu e ponto final. Fim da história.

No entanto, sabemos que a história não acabou. Continuamos vendo os losties correndo pela ilha e para eles o plano simplesmente não deu certo.

As duas realidades são obviamente excludentes, uma não pode existir se a outra aconteceu. Elas só podem acontecer uma em vez da outra. E é aí que entra minha teoria: a Realidade Paralela será resetada por eles mesmos, possibilitando a continuidade da Realidade Primária.

Como assim? Então, explico. Já estava mais ou menos claro que os losties em sua vida fora da ilha tinham certa sensação de deslocamento ou intranquilidade. Em Happly Even After, fica evidente que eles têm de alguma forma (que duvido que seja explicada e nem acho que precise ser) lembranças de sua outra existência. Antes mesmo deste último episódio, já imaginava que Desmond, por suas características especiais de não se submeter ao tempo e espaço, seria o elemento catalisador que mostraria que o curso da história foi alterado e que os resultados disso não são tão bons quanto parecem. De posse desta certeza, de que a explosão que causaram foi mais maléfica que benéfica, eles mesmos serão responsáveis por evitar que aquela bomba seja detonada em 77, eliminando toda aquela realidade para que o curso da história volte ao que deveria ser; e que de fato estamos vendo desde o primeiro episódio da série.

Na minha teoria, o Desmond da Paralela (se é que esta definição se aplica a ele, pois talvez seja capaz de transitar entre as realidades sendo ele mesmo em ambas) conseguirá retornar ao passado e evitar que aquela bomba exploda e de quebra fazer com que todos que estavam presos nos anos 70 voltem para 2007. Como fará isso, não sei. Só imagino que essa será a explicação de por que vemos as duas realidades a cada episódio, quando na verdade a Realidade Primária só será possível quando a Realidade Paralela se extinguir pelas mãos deles mesmos.

Obviamente, a minha proposta é paradoxal e cai num círculo onde a existência da Realidade Primária só é possível com eliminação da Realidade Paralela e vice-versa. Por isso batizei a minha teoria de Paradoxo de Faraday-Widmore, em homenagem às duas faces do físico que em ambas realidades descobriu meios de reescrever a história.

Na minha teoria, os eventos ocorreriam nesta ordem:

  1. Em 1977, o Incidente ocorre normalmente, levando a construção da escotilha.
  2. Em 2004, enquanto os Oceanic 6 saem da ilha, saltos temporais levam os losties para 1974.
  3. Em 2007, o vôo 316 da Ajira cai na ilha, levando parte dos Oceanic 6 para 1977.
  4. Em 1977, Juliet detona a Jughead, alterando o curso do tempo dali em diante, apagando a Realidade Primária e criando uma nova realidade que chamamos de Paralela, no entanto, os losties retornam para 2007 da Realidade Primária.
  5. Em 2007 da Realidade Primária, Desmond entra em contato com seu “Eu Paralelo” de 2004
  6. Em 2004 da Realidade Paralela, Desdmond retorna a 1977 (ano comum às duas realidades), antes que Jughead seja explodida
  7. Impedindo a detonação da Jughead, Desmond apaga a Realidade Paralela e restabelece a Realidade Primária.
  8. Em 1977, o Incidente ocorre normalmente, levando a construção da escotilha.

Abaixo, fiz um gráfico onde tento demonstrar minha teoria visualmente. Clique para ampliá-lo.

Assim sendo, a Realidade Paralela é apenas um desvio de 27 anos da Realidade Primária. Uma espécie de parêntese temporal que existe enquanto a Realidade Primária é suspensa pelo desvio causado pela explosão da Jughead. O que a série nos mostra parecendo ser concomitante em ambas as realidades, na verdade só é possível após os losties da Realidade Paralela restabelecerem a Linha do Tempo Primária. Ou seja, de certa forma o Flashsideway é um tipo diferente de Flashforward!

É claro que a minha teoria não explica tudo. Ficam várias lacunas em aberto. Por exemplo, por que eles conseguem ter flashes da Realidade Primaria? Ou como a Realidade Paralela pode ser influenciada pelo futuro da Realidade Primária se esta só é possível se aquela for eliminada antes? E principalmente, como ao evitar explosão da Jughead os losties que estavam em 77 voltam para 2007? Mas, enfim, é apenas uma proposta e boa parte da diversão em assistir Lost é justamente quebrar a cabeça imaginando respostas, por mais que certamente elas nunca se aproximem do que apenas os Darlton sabem.



01. Die Perlen - Music is Dead
02. Mobius Project - Protect *
03. Fictional - Blue Lights
04. Blutengel - Seelenschmerz 2007 (reworked by Eminence of Darkness) *
05. La Floa Maldita - Secrets & Dreams *
06. Blutengel - Forever *
07. De/Vision - mAndroids
08. Icon Of Coil - Access and Amplify *
09. Epsilon Minus – Through
10. Blacklight (feat. Technoir) - Love Like Blood
11. Revolution By Night – Faithless (Remix By Ronan Harris)
12. Assemblage 23 – Chosen
13. Pride and Fall – Paragon (SITD Remix)
14. VNV Nation – Honour 2003
15. DJ Tiësto – Adagio For Strings *
16. Haujobb – Penetration (Future Fuck RMX)
17. Ayria – Horrible Dream (XPQ-21 mix)
18. Combichrist - This is my Rifle
19. Justice – Phantom Pt II (Boys Noize Remix)
20. E-Nomine - Wolfen (Das Tier in Mir) *

* = Pedidos

Voltando, depois de muuuuito tempo, ao hábito de postar os sets aqui no blog. À noite, pretendo atualizar o post com um link para baixar as músicas do set.

No mais, a festa foi ótima e me diverti tanto tocando que nem me estressei muito com os problemas técnicos que pararam o som umas duas vezes. Set dançante, com várias velharias e alguns lançamentos, cravado ali nos 130 BPM pra todo mundo bater o pé no chão com força enquanto enchia a pista de fumaça. Foi puro Lazer.



Pra mim, RPG tem dessas coisas: se decido criar algo, seja uma campanha, um jogo one-shot, ou um personagem, sempre corro atrás do maior número possível de referências. Aí, ano passado, resolvi começar uma campanha ambientada no Velho Oeste e mergulhei nesse universo que até então era quase que alienígena para mim. Com exceção dos desenhos do Pepe Legal, sabia quase nada sobre esse mundo de caubóis, pistoleiros, xerífes, índios, diligências e quilômetros de areia, rocha e tiros, muitos tiros.

Revirei a a internet (Amém Google! Amém Wikipedia!) atrás desse pedaço da história americana e aprendi sobre a Guerra da Secessão, tribos índígenas, ferrovias, Corrida do Ouro, Mórmons e todos os outros elementos que constituíram o imaginário dos EUA em meados do século XIX. E claro que, como o RPG é um hobbie que quase por definição alimenta-se de cultura pop, não poderiam ficar fora da minha pesquisa os filmes que retrataram essa época e definiram o que hoje entendemos como western. Até porque, no final das contas, o que importa não é a História, assim com H maiúsculo, e sim o que se conta dela.

E assim fui parar com a Trilogia dos Dólares no meu HD. Dirigido por Sergio Leone, o Rei do Western Spaghetti, a trilogia conta com ninguém menos que Clint Eastwood no papel do anti-herói solitário que aparentemente por não ter nada melhor para fazer resolve enfrentar o mal e libertar os oprimidos.

Saca só o estilo.Por um Punhado de Dólares é o primeiro filme da trilogia e é um remake de Yojimbo, de Akira Kurosawa (que acabarei assistindo também qualquer dia desses) e conta a história de um homem sem nome, que ao chegar na pequena cidade de San Miguel a encontra dividida entre duas famílias de criminosos, os Baxters e os Rojos. Enquanto os Baxters representam a corrupção da Lei, na figura de John Baxter, um xerife americano corrupto que trafica armas, os Rojos representam os mexicanos violentos, traficantes de bebidas que mantêm a mocinha do filme aprisionada apenas para satisfazer os desejos de Ramón Rojo, o impiedoso e psicótico líder do clã.

Neste cenário, o Pistoleiro Sem Nome chega já dizendo a que veio e, de cara, aparentemente sem motivo algum, arruma uma briga com os capangas dos Baxters e enche quatro fulanos de bala, fazendo a alegria do velhinho que vive de fazer caixões na pequena cidade. A partir daí ele começa um verdadeiro mindfuck nos bandidos, enquanto acumula algumas centenas de dólares trabalhando ora para uma família, ora para outra.

E assim o filme prossegue, marcado pela trilha sonora icônica de Ennio Morricone, que viria a se tornar sinônimo de duelos ao pôr-do-sol.

Até metade da fita, a coisa anda meio devagar. Um tiroteio aqui, outro acolá. A história chega até a ficar meio confusa (e as falas em italiano não ajudam muito a tentar pegar o que às vezes parece que a legenda deixou passar) com tantas trocas de lado que o Pistoleiro Sem Nome faz.

Então a trama de fato se revela: Marisol fora sequestrada de seu marido e filho por Ramón Rojo e o Pistoleiro Sem Nome está ali pra resolver isso e toda dança de lealdades que fez até então era apenas para reunir esta família e libertá-la do mal. E não, não existe nenhum background que justifique isso. Ele apenas estava de passagem e resolveu que ia acabar com a bagunça. O mais próximo que há de uma justificativa surge quando perguntado por Marisol porque ele os está ajudando, o Pistoleiro responde seca e enigmaticamente, “Porque soube de alguém como vocês uma vez. E não havia ninguém lá para ajudá-los”. Maneiro.

Daí pra frente o filme engrena, a contagem de corpos aumenta drasticamente e vemos como o Pistoleiro Sem Nome é capaz de matar um monte de gente armada até os dentes com uma única pistola. Maneiro, muito maneiro.

Lógico que o herói não se dá bem o tempo todo e acaba sendo pego e apanhando feito um cão ladrão. Mas isso é apenas para gerar aquele anticlímax necessário para o que talvez seja a mãe de todas as cenas de duelo.

No final das contas, é claro que o nosso herói vence, para em seguida montar em um cavalo e deixar para trás uma família reunida, uma cidade livre de seus malfeitores e provavelmente o velhinho que constrói caixões milionário.

Closes excelentes, expressões faciais fantásticas e uma quase total falta de maniqueísmo fazem de Per un Pugno di Dollari um filme como não quase não se vê mais por aí. Não sei se chega a ser assim genial, mas é bem executado e certamente seminal para o gênero de ação.

Nota: 7,5


O Projeto 200 Filmes é uma teimosia minha em tentar assistir neste ano pelos menos 200 filmes que ainda não tenha visto. É eu sei, é bem difícil, principalmente considerando minha rotina maluca e as séries que acompanho que ocuparão um tempo precioso no meio do caminho. Mas se não fosse difícil, qual seria a graça?



Dia desses, estava no enterro de uma tia-avó muito querida, que infelizmente a velhice e a doença haviam levado sua aparentemente infinita jovialidade. Por sua idade avançada e os últimos anos em galopante decrepitude, sua morte era esperada e não havia maiores angústias no salão de velório. Estávamos todos muito tranquilos e com exceção do momento do fechamento do caixão não houve maiores comoções na pequena audiência.

No cortejo pelas alamedas do cemitério, eu e minha mãe conversávamos sobre nossos desejos tumulares frente às opções de jazigos que nossa família dispõe, concordando que nenhum deles nos interessava, pois queríamos ser cremados. Enquanto especulávamos sobre os possíveis destinos de nossas cinzas, surgiu a questão de minha avó, mãe de minha mãe, que poderia optar entre ser enterrada com seu marido ou seu pai.

A matriarca, com a saúde de quem passara a juventude a leite de cabra e a clareza de quem criou quatro filhos sozinha após a prematura morte de seu marido, respondeu:

- Tanto faz, minha filha. Eu já estarei morta mesmo.

- Mas mãe, é que você pode escolher ser enterrada junto com seu pai ou seu marido. Poderia querer estar com um deles…

- Tanto faz, minha filha – repetiu minha avó – estarei com eles em outro lugar.

- Bom então vamos te enterrar aqui no São João Batista mesmo, porque o Caju é muito contra-mão.

- Ah, tá ótimo.

.

Adoro a praticidade mineira da minha família.



Eu não lembro muito bem como começou. Estávamos num prédio eu e algumas pessoas com quem trabalho. Era um prédio grande, com muitos corredores e escadas. Havia muita agitação entre todos pois era evidente que o prédio estava para cair a qualquer momento.

Não lembro também porque o prédio estava pra cair. Algo vago me conta que ele estava terminalmente torto, uma Torre di Pisa sem sorte e habitada que gemia.

Precisávamos sair de lá, mas um dos nossos se negava a seguir em frente sempre que via alguém preso ou desesperado demais para correr. Seja o que for que tivesse acontecido à estrutura do edifício, também havia abalado qualquer senso de autruísmo que existia em mim. Era vida ou morte e não podíamos parar. Agarrava João pela manga da camisa e puxava-o para as escadas contra sua vontade. Explicava-o que não tínhamos tempo para isso. Ele protestava, mas talvez seu impulso heróico não fosse tão mais forte que seu apego à vida e mesmo contrariado, brandindo sua culpa, descia as escadas conosco.

A última coisa que lembro era estar abraçado a alguém, já fora do prédio, desesperadamente triste pelas vidas que se perderam no desastre. Ou se perderiam, pois não estava claro se o prédio havia de fato caído.

Então acordei.

Janaína e Manuel estavam comigo pois passávamos um fim de semana juntos numa cidade praiana qualquer. Contei-lhes do sonho, em detalhes maiores do que consegui contar aqui. Não deram muita bola. Ouvir sonhos dos amigos certamente não é algo tão interessante quanto sonhá-los de fato. E este sonho era especialmente muito perturbador para mim. Sonhos com prédios são relativamente comuns no meu universo onírico, sempre em duas apresentações: O Elevador e O Prédio que Cai.

Nos sonhos do tipo “O Elevador”, estou em um prédio aparentemente conhecido, querendo chegar a algum lugar, mas o elevador se nega a me levar onde quero, manifestando uma aparente vontade própria. Quando decide parar, me revela andares até então inexistentes ou que pelo menos não sabia existir. Como num castelo kafkaniano às avessas, fico trancado, subindo e descendo pelo elevador ou escadas sem achar uma saída, impedido de voltar ou seguir para onde originalmente pretendia ir (e ressalto que esses novos lugares revelados são sempre estranhíssimos, lynchianos e realmente bizarros).

Os sonhos do tipo “O Prédio que Cai” são exatamente o que parecem e, como pode-se imaginar, naquela noite tinha tido um deste tipo: estou em um edifício e ele vai cair a qualquer momento. E quando ele não desmorona de imediato, é muito difícil sair do prédio pois diversas coisas ficam no caminho da saída: escadas bloqueadas, pessoas que precisam de ajuda, elevadores emperrados, ou simplesmente esqueço que o prédio está caindo e acabo fazendo outra coisa até lembrar que tenho que correr dali.

Tentava contar aos meus amigos meu drama noturno e eles não estavam dando a mínima.

Seguíamos a pé pelas ruas da cidade até que outro amigo nosso passou de carro e nos deu uma carona. Queríamos ir à praia e parecia que ela era mais distânte do que imaginávamos. Entramos no carro, conversamos amenidades e enfim chegamos no nosso destino. Como não havia vaga na rua nosso motorista entrou na garagem de um prédio qualquer cujo porteiro aparentemente não se importava se quem estacionava lá era morador ou não. Rimos dessa ingenuidade, estacionamos e saímos do carro.

Foi aí que aconteceu aquilo de novo. A paralisia. Não foi a primeira vez que isso aconteceu. Já passei por outros episódios e é sempre muito assustador, pois sei que não estou sonhando. Estou acordado, não consigo me mexer ou falar e minha visão fica congelada na última imagem vista, no caso uma janela gradeada voltada para o lado de fora da garagem.

Mas desta vez era diferente. Normalmente este tipo de assalto aos meus movimentos acontecem quando estou relaxado, entre a vigília e o sono, e a paralisia é tamanha que sequer consigo falar. Agora havia entrado neste estado repentinamente e completamente desperto. E conseguia falar. Desesperado, apelei aos meus amigos que mexessem em mim, para quem sabe assim meu corpo acordasse daquele torpor consciente. Janaína olhou meus olhos e disse que eles estavam fixos, congelados, e as pupilas muito dilatadas.

Apesar de consciente, minha mente estava muito confusa. Comecei a falar coisas que para mim mesmo pareciam sem sentido. “A lua nova estava vindo” eu repetia entre outras frases igualmente desconexas. Estava muito agitado e o corpo imóvel aumentava ainda mais meu nervosismo e inquietação.

De repente, os movimentos voltaram. Foi como se tivesse despertado novamente, mas já estando acordado. Senti-me fraco, impotente e principalmente incompreendido, pois meus amigos faziam pouco caso do evento. Ainda os vi de soslaio rindo pelas minhas costas enquanto subia a escada que levava para fora da garagem.

Um sino distante começou a tocar. Era meio-dia e meu alarme trouxe-me de volta à minha cama, no meu quarto, completamente sozinho.


Absurdo Íntimo é um antigo blog que mantive há alguns anos onde registrava meus sonhos. Hoje, trouxe os posts (e comentários!) dele para cá pro Metamorphina. Para vê-los basta clicar na Etiqueta “Absurdo Íntimo” na barra lateral. Bons sonhos.





Normalmente, o excelente Blog de Brinquedo atiça meu instinto consumista com os mimos mais divertidos do mundo. Foi lá que soube da tal Guarda de Livros do Sandman, que me deixou tão deprimido semanas atrás devido ao seu valor exorbitante.

Vaut of MysteryMas nem tudo que aparece por lá é inviável. Tem muita coisa divertida com preços razoáveis e até de graça, como por exemplo os divertidíssimos brinquedos de papel assombrados oferecidos por Ray O’Bannon em seu site RavensBlight. São vários brinquedos para baixar, imprimir e montar, como diversos jogos de tabuleiro, dioramas superbacanas, máscaras e até pequenos artifícios para ajudar você a descobrir o que futuro lhe reserva, como o Eye o Midnight e o Vault of Mystery.

Com o Halloween se aproximando, nada melhor para dar o devido clima Grotesco & Arabesco nas festinhas da estação.

E para quem quer saber de mais divertimentos sórdidos, bizarros e estranhos, o Blog de Brinquedo tem uma sessão só para cuidar disso. Recomendo enfaticamente a visita.

Ah, como eu gostaria de descoberto isso uns 20 anos atrás!



Alguém viu um gatinnnhg AAaAAaaAhHHHhHHhhhhhh....O artista plástico inglês James Cauty resolveu levar o destino de alguns dos principais personagens de desenho animado às vias de fato na mostra Splatter!, que entra em cartaz amanhã (09/10) na londrina Aquarium Gallery (clique aqui para ver outras imagens no G1).

Na exposição, Frajola enfim delicia-se (e lambuza-se) com o cabeçudo e irritante Piu-Piu, deixando somente seus restos mortais na gaiola ensanguentada. Jerry também encontra seu derradeiro fim nas mãos de Tom, que por sua vez é dilacerado por um raivoso Spike. Pernalonga, Patolino e Papa-Léguas também têm suas mortes ilustradas de forma violenta, sem dó alguma. Não deve ser uma exposição para crianças de estômago fraco. O trabalho, segundo o próprio artista, “É incrivelmente sanguinário. As conseqüências reais da violência nos desenhos animados são reveladas. Eles massacram uns aos outros”.

É verdade. Pelo menos eu sempre vi assim.



São coisas como esta que fazem com que eu não perca completamente a fé na Publicidade.

Deve ser bom trabalhar em uma empresa de comunicação preocupada em refletir sobre seus próprios modelos de trabalho.

A boa e velha humanidade.


Isso é o quê dá curtir roque...05/10 – Video Games Live (R$80 : Caneção/RJ)

13/10 – The Cult (R$120 (R$60 com doação 1kg de alimento ou um livro)  : Circo Voador/RJ)

18/10 – Vive la Fête (R$40(até 06/10) : Centro Cultural Ação da Cidadania/RJ)

25/10 – Klaxons (R$140 : TIM Festival/RJ)

08/11 – Jesus and Mary Chain (R$130 : Planeta Terra/SP)

08/11 – REM (R$230(pista) : HSBC Arena/RJ)

08/11 – Kylie Minogue (R$160 (pista) : Credicard Hall/SP)

15/11 – Cindy Lauper (R$??? : ???/RJ)

15/12 – Madonna (R$250(pista) : Maracanã/RJ)

Será que esse negócio de assaltar igrejas funciona mesmo??? Ando pensando numa alternativa dessas. :D

Mas tenho minhas prioridades: Klaxons e Jesus & Mary Chain são obrigações espirituais para mim. The Cult, pô baratin, aqui do lado, não posso deixar pra lá e ficar com dor de cotovelo depois. REM eu já vi, veria de novo se não estivesse tão caro e se não fosse no mesmo dia do Jesus. Vai ficar de fora.

A Kylie também ficou em conflito de datas e, na boa, nem sou fã pra esse dispor a tanto; gosto só de uma ou outra faixa. Se o show fosse mais barato e aqui no Rio, eu até pensava na possibilidade.

A Cindy, poxa, vai ter que rolar. Mas ainda não achei informações mais sólidas além das datas no site oficial.

E a Madonna, bem, já estive muito pilhado. Já despilhei. E agora estou pensando no assunto novamente. O disco novo é caído, a turnê está brega e os sets muito meia-boca. Mas sei lá, é a Madonna, e toda cinqüentona. Não sei se ela vai ter pique por muito mais tempo para continuar com essas turnês mirabolantes por aí. Tudo bem que os Stones continuam pulando mundo afora enquanto caminham a passos largos na direção dos 70. Mas eles não contam. Afinal, seus affairs com o demo devem ter algo a ver com isso…

E ainda tem o Video Games Live, que eu sempre perco. Mas esse ano eu vou!

Eu acho…
Mas não desligue agora!(UPDATE)

Com tanto show bacana na lista, esqueci completamente do Vive la Fête que faz show aqui no Rio dia 18/10. Esse também é obrigatório.

Listinha devidamente atualizada.



Feliz equinócio vernal para vocês.

; )



Sonho de consumo final: virar um ‘diamante humano’ depois da morte
Da France Presse

COIRE, Suíça, 30 Jun 2008 (AFP) – Por que passar o descanso final debaixo da terra ou então desperdiçar as cinzas da cremação? Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química uma empresa suíça agora garante que ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um ‘diamante humano’.

Na pequena cidade de Coire, na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.
“Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação”, explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia.

Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios.
“Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade”, comenta Willy.

(more…)



O inferno são os outros...No meu mundo ideal, o McDonald’s usaria fácil, fácil este fantástico layout em suas bandejas. Até porque, conheço muita gente que não veria grandes problemas na situação do canto superior direito…

Vi no Brainstorm#9, que viu no YabloG!, que leu a entrevista no OFFLINE, sobre esse Hiro, que não é o Nakamura mas faz a gente voltar no tempo com suas ilustrações.

Clique no thumb para ampliar.



O Morte Súbita Inc. voltou.

Há meses, por sinal…

Amém!



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