Mon 15 Sep 2008
Sonho de consumo final: virar um ‘diamante humano’ depois da morte
Da France PresseCOIRE, Suíça, 30 Jun 2008 (AFP) – Por que passar o descanso final debaixo da terra ou então desperdiçar as cinzas da cremação? Ao custo de alguns milhares de euros e graças a uma sofisticada transformação química uma empresa suíça agora garante que ao falecido reservar seu lugar na eternidade sob a forma de um ‘diamante humano’.
Na pequena cidade de Coire, na Suíça, a empresa Algordanza recebe a cada mês entre 40 e 50 urnas funerárias procedentes de todo o mundo. Seu conteúdo será pacientemente transformado em pedra preciosa.
“Quinhentos gramas de cinzas bastam para fazer um diamante, enquanto o corpo humano deixa uma média de 2,5 a 3 kg depois da cremação”, explica Rinaldo Willy, um dos co-fundadores do laboratório onde as máquinas funcionam sem interrupção 24 horas por dia.Os restos humanos são submetidos a várias etapas de transformação. Primeiro, viram carbono, depois grafite. Expostos a temperaturas de 1.700 graus, finalmente se transformam em diamantes artificiais num prazo de quatro a seis semanas. Na natureza, o mesmo processo leva milênios.
“Cada diamante é único. A cor varia do azul escuro até quase branco. É um reflexo da personalidade”, comenta Willy.