Na cabeça


Em seus seis anos de exibição, Lost revolucionou a televisão em diversos níveis, tanto nos aspectos narrativos que explorou, quanto nos novos paradigmas de audiência que se estabeleceram no culto à série, e até mesmo em novas fórmulas de produção. É inegável inclusive a influência da série além do mundo da TV, transformando áreas como o marketing e a comunicação ao solidificar (senão criar) técnicas de guerrilha como o marketing viral e o ARG.

Mas sem dúvida, o que mais surpreendeu o grande público foi a capacidade da série em se recriar a cada temporada. Pensando bem, a cada ano, Lost nos apresentou uma série nova: mistério, fantasia, ficção científica, conspiração, drama… E a cada abordagem da saga dos protagonistas perdidos, uma nova técnica narrativa era apresentada. Flashback, flashforward e agora o polêmico e divisor de opiniões flashsideway.

Acredito que a maior razão da rejeição de muitos em relação a essa nova forma de narrar a história é que pela primeira vez não ficou claro o que isso significa. Se antes os flashbacks eram uma forma de desenvolver os personagens e as relações entre eles e os flashforwards uma forma de criar expectativa e tensão pelo que estaria por vir, os flashsideways pareciam não ter nenhum conteúdo senão mostrar como seria a vida deles se uma determinada bomba de hidrogênio tivesse explodido em uma ilha desconhecida do pacífico 30 anos atrás.

Mas é claro que não poderia ser só isso. Uma série tão bem elaborada em quase todo o seu percurso não poderia se render em sua temporada definitiva a um recurso que não significasse nada a não ser mostrar uma outra realidade sem a menor relação com o eixo principal da história.

Como todo mundo, acabei involuntariamente cedendo boa parte do meu tempo pensando em como amarrar isso, e acho que encontrei a solução.

Claro que isso envolve bastante futurologia em imaginar o que está apenas em algumas poucas cabeças, e justamente por isso existe uma altíssima probabilidade de estar redondamente enganado e perdendo o meu tempo explicando e o de vocês lendo.

Mas vamos lá, a minha hipótese é a seguinte: em 1977 Juliet de fato explodiu a bomba de hidrogênio, matando a todos ao redor e inviabilizando a continuidade da Iniciativa Dharma. A partir deste ponto (e somente a partir dele mesmo, antes dele tudo permanece igual) a vida de todos é alterada por diversos motivos que não são importantes agora, mas que vão desde a ausência de Jacob quanto a meramente um Efeito Borboleta, onde certamente TODO o mundo foi afetado por esta alteração no rumo da história.

Neste quadro, a realidade dita “principal” (que daqui por diante chamarei de Primária, por achar que é um termo mais adequado) simplesmente não existe. Nunca existiu. A partir do momento em que a bomba explode, tudo o que vimos na série até então não apenas desapareceu como nunca aconteceu de fato. O plano de Faraday deu certo, a escotilha nunca foi construída, o avião nunca caiu e ponto final. Fim da história.

No entanto, sabemos que a história não acabou. Continuamos vendo os losties correndo pela ilha e para eles o plano simplesmente não deu certo.

As duas realidades são obviamente excludentes, uma não pode existir se a outra aconteceu. Elas só podem acontecer uma em vez da outra. E é aí que entra minha teoria: a Realidade Paralela será resetada por eles mesmos, possibilitando a continuidade da Realidade Primária.

Como assim? Então, explico. Já estava mais ou menos claro que os losties em sua vida fora da ilha tinham certa sensação de deslocamento ou intranquilidade. Em Happly Even After, fica evidente que eles têm de alguma forma (que duvido que seja explicada e nem acho que precise ser) lembranças de sua outra existência. Antes mesmo deste último episódio, já imaginava que Desmond, por suas características especiais de não se submeter ao tempo e espaço, seria o elemento catalisador que mostraria que o curso da história foi alterado e que os resultados disso não são tão bons quanto parecem. De posse desta certeza, de que a explosão que causaram foi mais maléfica que benéfica, eles mesmos serão responsáveis por evitar que aquela bomba seja detonada em 77, eliminando toda aquela realidade para que o curso da história volte ao que deveria ser; e que de fato estamos vendo desde o primeiro episódio da série.

Na minha teoria, o Desmond da Paralela (se é que esta definição se aplica a ele, pois talvez seja capaz de transitar entre as realidades sendo ele mesmo em ambas) conseguirá retornar ao passado e evitar que aquela bomba exploda e de quebra fazer com que todos que estavam presos nos anos 70 voltem para 2007. Como fará isso, não sei. Só imagino que essa será a explicação de por que vemos as duas realidades a cada episódio, quando na verdade a Realidade Primária só será possível quando a Realidade Paralela se extinguir pelas mãos deles mesmos.

Obviamente, a minha proposta é paradoxal e cai num círculo onde a existência da Realidade Primária só é possível com eliminação da Realidade Paralela e vice-versa. Por isso batizei a minha teoria de Paradoxo de Faraday-Widmore, em homenagem às duas faces do físico que em ambas realidades descobriu meios de reescrever a história.

Na minha teoria, os eventos ocorreriam nesta ordem:

  1. Em 1977, o Incidente ocorre normalmente, levando a construção da escotilha.
  2. Em 2004, enquanto os Oceanic 6 saem da ilha, saltos temporais levam os losties para 1974.
  3. Em 2007, o vôo 316 da Ajira cai na ilha, levando parte dos Oceanic 6 para 1977.
  4. Em 1977, Juliet detona a Jughead, alterando o curso do tempo dali em diante, apagando a Realidade Primária e criando uma nova realidade que chamamos de Paralela, no entanto, os losties retornam para 2007 da Realidade Primária.
  5. Em 2007 da Realidade Primária, Desmond entra em contato com seu “Eu Paralelo” de 2004
  6. Em 2004 da Realidade Paralela, Desdmond retorna a 1977 (ano comum às duas realidades), antes que Jughead seja explodida
  7. Impedindo a detonação da Jughead, Desmond apaga a Realidade Paralela e restabelece a Realidade Primária.
  8. Em 1977, o Incidente ocorre normalmente, levando a construção da escotilha.

Abaixo, fiz um gráfico onde tento demonstrar minha teoria visualmente. Clique para ampliá-lo.

Assim sendo, a Realidade Paralela é apenas um desvio de 27 anos da Realidade Primária. Uma espécie de parêntese temporal que existe enquanto a Realidade Primária é suspensa pelo desvio causado pela explosão da Jughead. O que a série nos mostra parecendo ser concomitante em ambas as realidades, na verdade só é possível após os losties da Realidade Paralela restabelecerem a Linha do Tempo Primária. Ou seja, de certa forma o Flashsideway é um tipo diferente de Flashforward!

É claro que a minha teoria não explica tudo. Ficam várias lacunas em aberto. Por exemplo, por que eles conseguem ter flashes da Realidade Primaria? Ou como a Realidade Paralela pode ser influenciada pelo futuro da Realidade Primária se esta só é possível se aquela for eliminada antes? E principalmente, como ao evitar explosão da Jughead os losties que estavam em 77 voltam para 2007? Mas, enfim, é apenas uma proposta e boa parte da diversão em assistir Lost é justamente quebrar a cabeça imaginando respostas, por mais que certamente elas nunca se aproximem do que apenas os Darlton sabem.



Pra mim, RPG tem dessas coisas: se decido criar algo, seja uma campanha, um jogo one-shot, ou um personagem, sempre corro atrás do maior número possível de referências. Aí, ano passado, resolvi começar uma campanha ambientada no Velho Oeste e mergulhei nesse universo que até então era quase que alienígena para mim. Com exceção dos desenhos do Pepe Legal, sabia quase nada sobre esse mundo de caubóis, pistoleiros, xerífes, índios, diligências e quilômetros de areia, rocha e tiros, muitos tiros.

Revirei a a internet (Amém Google! Amém Wikipedia!) atrás desse pedaço da história americana e aprendi sobre a Guerra da Secessão, tribos índígenas, ferrovias, Corrida do Ouro, Mórmons e todos os outros elementos que constituíram o imaginário dos EUA em meados do século XIX. E claro que, como o RPG é um hobbie que quase por definição alimenta-se de cultura pop, não poderiam ficar fora da minha pesquisa os filmes que retrataram essa época e definiram o que hoje entendemos como western. Até porque, no final das contas, o que importa não é a História, assim com H maiúsculo, e sim o que se conta dela.

E assim fui parar com a Trilogia dos Dólares no meu HD. Dirigido por Sergio Leone, o Rei do Western Spaghetti, a trilogia conta com ninguém menos que Clint Eastwood no papel do anti-herói solitário que aparentemente por não ter nada melhor para fazer resolve enfrentar o mal e libertar os oprimidos.

Saca só o estilo.Por um Punhado de Dólares é o primeiro filme da trilogia e é um remake de Yojimbo, de Akira Kurosawa (que acabarei assistindo também qualquer dia desses) e conta a história de um homem sem nome, que ao chegar na pequena cidade de San Miguel a encontra dividida entre duas famílias de criminosos, os Baxters e os Rojos. Enquanto os Baxters representam a corrupção da Lei, na figura de John Baxter, um xerife americano corrupto que trafica armas, os Rojos representam os mexicanos violentos, traficantes de bebidas que mantêm a mocinha do filme aprisionada apenas para satisfazer os desejos de Ramón Rojo, o impiedoso e psicótico líder do clã.

Neste cenário, o Pistoleiro Sem Nome chega já dizendo a que veio e, de cara, aparentemente sem motivo algum, arruma uma briga com os capangas dos Baxters e enche quatro fulanos de bala, fazendo a alegria do velhinho que vive de fazer caixões na pequena cidade. A partir daí ele começa um verdadeiro mindfuck nos bandidos, enquanto acumula algumas centenas de dólares trabalhando ora para uma família, ora para outra.

E assim o filme prossegue, marcado pela trilha sonora icônica de Ennio Morricone, que viria a se tornar sinônimo de duelos ao pôr-do-sol.

Até metade da fita, a coisa anda meio devagar. Um tiroteio aqui, outro acolá. A história chega até a ficar meio confusa (e as falas em italiano não ajudam muito a tentar pegar o que às vezes parece que a legenda deixou passar) com tantas trocas de lado que o Pistoleiro Sem Nome faz.

Então a trama de fato se revela: Marisol fora sequestrada de seu marido e filho por Ramón Rojo e o Pistoleiro Sem Nome está ali pra resolver isso e toda dança de lealdades que fez até então era apenas para reunir esta família e libertá-la do mal. E não, não existe nenhum background que justifique isso. Ele apenas estava de passagem e resolveu que ia acabar com a bagunça. O mais próximo que há de uma justificativa surge quando perguntado por Marisol porque ele os está ajudando, o Pistoleiro responde seca e enigmaticamente, “Porque soube de alguém como vocês uma vez. E não havia ninguém lá para ajudá-los”. Maneiro.

Daí pra frente o filme engrena, a contagem de corpos aumenta drasticamente e vemos como o Pistoleiro Sem Nome é capaz de matar um monte de gente armada até os dentes com uma única pistola. Maneiro, muito maneiro.

Lógico que o herói não se dá bem o tempo todo e acaba sendo pego e apanhando feito um cão ladrão. Mas isso é apenas para gerar aquele anticlímax necessário para o que talvez seja a mãe de todas as cenas de duelo.

No final das contas, é claro que o nosso herói vence, para em seguida montar em um cavalo e deixar para trás uma família reunida, uma cidade livre de seus malfeitores e provavelmente o velhinho que constrói caixões milionário.

Closes excelentes, expressões faciais fantásticas e uma quase total falta de maniqueísmo fazem de Per un Pugno di Dollari um filme como não quase não se vê mais por aí. Não sei se chega a ser assim genial, mas é bem executado e certamente seminal para o gênero de ação.

Nota: 7,5


O Projeto 200 Filmes é uma teimosia minha em tentar assistir neste ano pelos menos 200 filmes que ainda não tenha visto. É eu sei, é bem difícil, principalmente considerando minha rotina maluca e as séries que acompanho que ocuparão um tempo precioso no meio do caminho. Mas se não fosse difícil, qual seria a graça?



Normalmente, o excelente Blog de Brinquedo atiça meu instinto consumista com os mimos mais divertidos do mundo. Foi lá que soube da tal Guarda de Livros do Sandman, que me deixou tão deprimido semanas atrás devido ao seu valor exorbitante.

Vaut of MysteryMas nem tudo que aparece por lá é inviável. Tem muita coisa divertida com preços razoáveis e até de graça, como por exemplo os divertidíssimos brinquedos de papel assombrados oferecidos por Ray O’Bannon em seu site RavensBlight. São vários brinquedos para baixar, imprimir e montar, como diversos jogos de tabuleiro, dioramas superbacanas, máscaras e até pequenos artifícios para ajudar você a descobrir o que futuro lhe reserva, como o Eye o Midnight e o Vault of Mystery.

Com o Halloween se aproximando, nada melhor para dar o devido clima Grotesco & Arabesco nas festinhas da estação.

E para quem quer saber de mais divertimentos sórdidos, bizarros e estranhos, o Blog de Brinquedo tem uma sessão só para cuidar disso. Recomendo enfaticamente a visita.

Ah, como eu gostaria de descoberto isso uns 20 anos atrás!



Alguém viu um gatinnnhg AAaAAaaAhHHHhHHhhhhhh....O artista plástico inglês James Cauty resolveu levar o destino de alguns dos principais personagens de desenho animado às vias de fato na mostra Splatter!, que entra em cartaz amanhã (09/10) na londrina Aquarium Gallery (clique aqui para ver outras imagens no G1).

Na exposição, Frajola enfim delicia-se (e lambuza-se) com o cabeçudo e irritante Piu-Piu, deixando somente seus restos mortais na gaiola ensanguentada. Jerry também encontra seu derradeiro fim nas mãos de Tom, que por sua vez é dilacerado por um raivoso Spike. Pernalonga, Patolino e Papa-Léguas também têm suas mortes ilustradas de forma violenta, sem dó alguma. Não deve ser uma exposição para crianças de estômago fraco. O trabalho, segundo o próprio artista, “É incrivelmente sanguinário. As conseqüências reais da violência nos desenhos animados são reveladas. Eles massacram uns aos outros”.

É verdade. Pelo menos eu sempre vi assim.



Isso é o quê dá curtir roque...05/10 – Video Games Live (R$80 : Caneção/RJ)

13/10 – The Cult (R$120 (R$60 com doação 1kg de alimento ou um livro)  : Circo Voador/RJ)

18/10 – Vive la Fête (R$40(até 06/10) : Centro Cultural Ação da Cidadania/RJ)

25/10 – Klaxons (R$140 : TIM Festival/RJ)

08/11 – Jesus and Mary Chain (R$130 : Planeta Terra/SP)

08/11 – REM (R$230(pista) : HSBC Arena/RJ)

08/11 – Kylie Minogue (R$160 (pista) : Credicard Hall/SP)

15/11 – Cindy Lauper (R$??? : ???/RJ)

15/12 – Madonna (R$250(pista) : Maracanã/RJ)

Será que esse negócio de assaltar igrejas funciona mesmo??? Ando pensando numa alternativa dessas. :D

Mas tenho minhas prioridades: Klaxons e Jesus & Mary Chain são obrigações espirituais para mim. The Cult, pô baratin, aqui do lado, não posso deixar pra lá e ficar com dor de cotovelo depois. REM eu já vi, veria de novo se não estivesse tão caro e se não fosse no mesmo dia do Jesus. Vai ficar de fora.

A Kylie também ficou em conflito de datas e, na boa, nem sou fã pra esse dispor a tanto; gosto só de uma ou outra faixa. Se o show fosse mais barato e aqui no Rio, eu até pensava na possibilidade.

A Cindy, poxa, vai ter que rolar. Mas ainda não achei informações mais sólidas além das datas no site oficial.

E a Madonna, bem, já estive muito pilhado. Já despilhei. E agora estou pensando no assunto novamente. O disco novo é caído, a turnê está brega e os sets muito meia-boca. Mas sei lá, é a Madonna, e toda cinqüentona. Não sei se ela vai ter pique por muito mais tempo para continuar com essas turnês mirabolantes por aí. Tudo bem que os Stones continuam pulando mundo afora enquanto caminham a passos largos na direção dos 70. Mas eles não contam. Afinal, seus affairs com o demo devem ter algo a ver com isso…

E ainda tem o Video Games Live, que eu sempre perco. Mas esse ano eu vou!

Eu acho…
Mas não desligue agora!(UPDATE)

Com tanto show bacana na lista, esqueci completamente do Vive la Fête que faz show aqui no Rio dia 18/10. Esse também é obrigatório.

Listinha devidamente atualizada.



Foram 8 meses de espera.

231 dias visualizando como o meu quarto ficaria mais bonito, mais completo, mais perfeito.
Ficaria lindo na minha estante...Mas US$295 não dá.

Isso sem contar transporte, impostos e a aterradora possibilidade da Policia Federal arrancar uma lasca sequer das guardas de livro que a DC Direct anunciou em Janeiro.

Desde que as vi no Blog de Brinquedo, fiquei apaixonado. Foram esses bookends, que me inspiraram a enfim enquadrar meu poster do Sandman autografado pelo punho do mestre Gaiman em um já longínquo 2001. O poster esperou sete anos para ser devidamente envidraçado em colocado na parede só na expectativa de compor com a coleção completa ladeada por essas perfeições em porcelana.

Mas US$295 não dá.

Olhem, meu aniversário está chegando. Aceito ajudas financeiras, depósitos anônimos, vaquinhas, surpresas surpreendentes e outros mimos que envolvam meu sonho financeiramente frustrado.



Me engana que eu gosto!Não dá pra evitar o trocadalho: Deception é uma decepção mesmo. Eu estou cheio de filmes para assistir, um monte de séries acumulando em cima da mesa e quando começaram a subir os créditos finais rebombava apenas um lento e profundo “puta que pariu…”

É o tipo de filme que prova que de boas intenções pupula o inferno. Bons atores, uma idéia quase legal, uma traminha besta mas que dava pra fazer um trabalho melhor. Tudo muito medíocre, mas sabe, às vezes um bom roteiro e um bom diretor podem fazer até chapeuzinho vermelho ficar interessante.

Mas não. O filme é morno, óbvio e tem um final péssimo. O final inclusive merece um parágrafo a parte:

O filme acaba justamente quando ele te engana dizendo que a história vai ficar boa, que o turn point vai funcionar e que pelo menos toda a lenga-lenga até então vai valer à pena. Não. Nada funciona e o filme acaba da forma mais besta possível.

Mas nem tudo é péssimo. Na primeira parte do filme o Evan McGregor mostra que seu personagem, apesar de quase virgem, se descobre um deus do sexo capaz de traçar meia Wall Street. A sacanagem rola solta com mulheres altamente gratificantes para as retinas (minhas, pelo menos). A atuação do duo McGregor/Jackman não é das melhores, mas dá pro gasto. Também tem uma ponta de Charlotte Rampling do bacaninha Swimming Pool. É bem uma ponta mesmo, mas ela sozinha faz muito mais que o duo protagonista e a mocinha bonitinha mas sem sal.

Nota: 5

ps: antes que algum engraçadinho apareça, eu sei que “deception”, não é “decepção” em inglês, ok?



Love Song
Legião Urbana

Pois naci nunca vi amor
E ouço del sempre falar.
Pero sei que me quer matar
Mais rogarei a mia senhor
Que me mostr’ aquel matador
Ou que m’ampare del melhor.

Composição:  Nuno Fernandes Torneol,  século XIII



Bedtime Story
Madonna

Today
is the last day
That I’m using words
They’ve gone out
Lost their meaning
Don’t function anymore

Let’s
Let’s
Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious honey

Today
is the last day
That I’m using words
They’ve gone out
Lost their meaning
Don’t function anymore

Traveling
Leaving logic and reason
Traveling
To the arms of unconsciousness
Traveling
Leaving logic and reason
Traveling
To the arms of unconsciousness

Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious
Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious

Words are useless
Especially sentences
They don’t stand for anything
How could they explain how I feel

Traveling, traveling
I’m traveling
Traveling, traveling
leaving logic and reason
Traveling, traveling
I’m gonna relax
Traveling, traveling
in the arms of unconsciousness

Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious
Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious

And inside
We’re all still wet
Longing and yearning
How can I explain how I feel

Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious
Let’s get unconscious honey
Let’s get unconscious

Traveling, traveling
Traveling, traveling
Traveling, traveling
traveling in the arms of unconsciousness

And all that you’ve ever learned
Try to forget
I’ll never explain again




Essa tirinha é genial.
Não sei como não tinha visto isso antes. E olha que esse trabalho é publicado quase diariamente desde 2000! Há tempos não me divertia tanto com uma tirinha digital. Recomendo uma boa vasculhada nos arquivos do site.Já que o assunto é tirinha digital, fica aqui meu rol de dicas no assunto:Malvados: O tapa na cara de todo dia.

Order of the Stick: Nerdisse levada às últimas consequências.

Questionable Content: Conteúdo altamente indie. As desventuras extremamente cotidianas de um rapaz qualquer, fã de Mogwai, suas amigas e seu robô de estimação.



Muito bom o show de ontem.

Na minha opinião, melhor que o de 2005, que foi frio, burocrático e sem nenhuma fluidez e empatia. Já ontem foi diferente, no mínimo havia um esforço sincero alí de fazer um bom show.

Ok, Placebo não é a banda mais simpática do mundo, nem com a melhor presença de palco. O Brian Molko limita-se a caras, bocas e sorrisos amarelos e o Steve fica lá atrás daquele monte de pratos em certo transe com as baquetas. Já o Stephen, bem, ele É a estrela do show! Não estava tão animado quanto 2005, quando recebeu o justo apelido de Lacraia Albina. Acho que naquele ano ele tentou compensar o cansaço dos seus companheiros e a falta de ritmo que impregnou o show inteiro com suas reboladas e acrobacias. Ontem ele estava um pouco mais contido, talvez mais no seu normal, mas ainda assim foi o verdadeiro frontman, tanto que em vários momentos assumiu sozinho a frente do palco, recebendo os aplausos e suspiros do público.

Eu não sou muito fã do último CD, o “Meds”. É bom, mas não tem jeito, o melhor pra mim ainda é o “Without you I’m Nothing”, perfeito faixa a faixa, do início ao fim. Nesse aspecto o repertório de 2005 foi mais legal que o de ontem, que foi muito focado nos últimos singles, mas isso não chegou a atrapalhar a diversão. O set começou com os principais hits do último álbum e depois engrenou uma marcha meio lenta até “Every You, Every Me”, quando o show enfim começou de fato. Arranjos agressivos, versões estendidas, solos barulhentos, uma beleza mesmo. Uma música ia encaixando na outra nem dando muito tempo pra respirar. Faltaram muitos hits essenciais como “Black Eyed”, “36 Degrees”, “Nancy Boy”, “This Picture”, mas principalmente “Pure Morning”, que pra mim foi a grande falta da noite.

Saldo positivo. Valeu os reais gastos e em certos aspectos compensou o show de 2005 que deixou um gostinho meio esquisito na boca. Eu que estava em dúvida se iria ou não fiquei feliz em ter decidido pelo sim. Com certeza estaria muito arrependido hoje se tivesse passado minha noite de domingo no computador. : P

 

P.S.: Mais uma vez consegui o setlist do show, que foi conquistado às duras penas, após uma sangrenta luta entre fãs enloquecidos e groupies histéricas. Eu que não sou nem um, nem outro, só entrei na briga mesmo pois o setlist do show de 2005 (que consegui com razoável facilidade roubando-o da mão de um segurança que o vendia) acabou não ficando comigo. Então me achava no direito de dessa vez levar uma lembrança, que como você pode verificar aqui veio um tanto depredada.



Tédio (com um T bem grande pra você)
Legião Urbana

Moramos na cidade, também o presidente
E todos vão fingindo viver decentemente
Só que eu não pretendo ser tão decadente não

Tédio com um T bem grande pra você

Andar a pé na chuva, às vezes eu me amarro
Não tenho gasolina, também não tenho carro
Também não tenho nada de interessante pra fazer

Tédio com um T bem grande pra você

Se eu não faço nada, não fico satisfeito
Eu durmo o dia inteiro e aí não é direito
Porque quando escurece, só estou a fim de aprontar

Tédio com um T bem grande pra você


E olha que nem tô com essa disposição toda do velho Renato, nos idos de seus vinte e poucos anos…



Being Boring
Pet Shop Boys

I came across a cache of old photos
And invitations to teenage parties
“Dress in white” one said, with quotations
From someone’s wife, a famous writer
In the nineteen-twenties
When you’re young you find inspiration
In anyone who’s ever gone
And opened up a closing door
She said: “We were never feeling bored

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: “Make amends”
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end”

When I went I left from the station
With a haversack and some trepidation
Someone said: “If you’re not careful
You’ll have nothing left and nothing to care for
In the nineteen-seventies”
But I sat back and looking forward
My shoes were high and I had scored
I’d bolted through a closing door
I would never find myself feeling bored

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: “Make amends”
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

Now I sit with different faces
In rented rooms and foreign places
All the people I was kissing
Some are here and some are missing
In the nineteen-nineties
I never dreamt that I would get to be
The creature that I always meant to be
But I thought in spite of dreams
You’d be sitting somewhere here with me

‘Cause we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: “Make amends”
And we were never holding back or worried that
Time would come to an end
We were always hoping that, looking back
You could always rely on a friend

And we were never being boring
We had too much time to find for ourselves
And we were never being boring
We dressed up and fought, then thought: “Make amends”
And we were never being boring
We were never being bored
‘Cause we were never being boring
We were never being bored


O show dos Pet Shop Boys na quarta foi maravilhoso. O Whatever Hall não estava cheio e tinha bastante espaço pra dançar e pular todos os grandes sucessos. Pena que não levei a câmera pra registrar os momentos.Enfim, foi perfeito com excessão de uma coisa: não tocaram Being Boring, pra mim a melhor música deles.


É engraçado como essa música me invoca sentimentos estranhos. Uma nostalgia do que nunca vivi. De uma forma ou de outra eu sempre estive entediado, mesmo com todas as inocentes festinhas adolecentes que ia, e com as festinhas nem tão inocentes assim da vida adulta. Um tédio que não sei de onde vem ou do que sente falta. Apenas uma quase constante condição de insatisfação… Não, não é essa a palara. Acho que é incompletude. É, talvez…Acho que sou um enui desde criancinha.



Mourn
Apoptygma Berzerk

Lost in the depths, the depths of your eyes
I couldn’t resist, why should I?
I want to relax, I want to feel free
I want to be you, you want to be me

I look at you, I look at your face
Reach for my hand, just in case
Forever with you, you mourn i can see
Now I am you, do you want to be me?

Why are you always hiding?
Why are you always mourning?


A despeito de todos o hits do APB, essa é a minha música favorita.Por isso faço questão de encaixá-la no especial desse sábado, fechando o set, mesmo que a grande maioria nem conheça.

Então, pra quem não sabe ainda:

GOTH BOX – 20ª edição
Sábado, 10 de Março de 2007, às 23h

Espaço Constituição
Rua da Constituição, 34 – Centro

R$12,00
R$8,00 com nome na lista amiga do Orkut até às 0h


Why am I aways hiding?
Why am I aways moooouuuuurniiiiiing?



Isso ia ficar ótimo na estante da minha futura nova casa.

E, bem, já que tô aqui mesmo, não custa muito colocar esse careca também.

:D

Duzentos dinheiros norte-americanos cada uma…
É, com esses preços abusivos, custa sim.



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